O Conceito de Equilíbrio por William Câmara


Diferença na cultura ocidental e oriental

O conceito de equilíbrio na cultura oriental não é o mesmo que o conceito ocidental. Equilíbrio para eles é estabilidade. Tanto que você não encontra a palavra equilíbrio em sânscrito que não esteja associada a acepção mais primária de: “estado de um corpo que se mantém, ainda que solicitado ou impelido por forças opostas”. Ou seja, uma coisa bem mecânica mesmo. A acepção derivativa do termo inexiste ou eu ainda não vi.

Um mundo de estereótipos

Não há para os orientais daquela época (+/- 4000 anos atrás) esse conceito ocidental de “equilíbrio entre corpo e mente”. Para eles o que existe é consciência que deve ser estabilizada. Nem harmonia é o caso, pois isso também é um estereótipo ocidental.

A consciência é composta pelo que nós chamamos de mente+ego+intelecto ou pensamento+personalidade+individualidade. O corpo é basicamente uma ferramenta para interagir pela materia.

Consideram que o tal equilíbrio corporal e mental entendido por nós não é o que se deve buscar. E sim a estabilidade da consciência, pois nosso corpo é o somatização de nossas experiências emocionais. Que por sua vez são somatizações de nossa instabilidade da mente e ego. E que se você tiver um trabalho focado em resolver isso o resto vem de brinde como consequência e não como meio.

Vá na raiz da questão, evite orbitar a periferia…

Nós gostamos de dar ênfase as coisas periféricas ao invés de resolver a raiz da questão. Esse padrão de comportamento se manifesta claramente no nosso dia-a-dia. Quando ao invés de irmos direto ao que realmente incomoda. Implicamos com a altura da saia da menina, nos incomodamos com quem o namorado estava falando no celular e morremos de ciúme, tentamos resolver o ciúme ao invés de ir direto na raiz: nós estamos é com medo de perder o parceiro.

Assim criamos um circo em volta deste problema, criamos vários outros e fica muito difícil resolver.  Todos estes problemas acessórios são criados pela nossa incapacidade de lidar com o real problema, seja por medo ou por simples miopia sentimental.

Por via de regra, se algo está muito complicado de resolver é por que não achamos a fonte do problema e estamos tentando resolver os sintomas ao invés do cerne da problemática.

Voltando ao equilíbrio

Trabalhar o “equilíbrio” é tentar regular o tamanho da saia que a namorada usa ao invés de lidarmos com nossas próprias inseguranças. É querer fazer marcação cerrada onde o namorado vai ao invés de enxergarmos a pobreza de auto-confiança que vivemos.

Sempre atuamos sobre o sintoma e não sobre a causa. Essa fuga sempre é por medo ou por ignorância de que podemos agir assim. A fonte desse estado que nós nomeamos como “equilíbrio” (e que virou estereótipo) é o trabalho disciplinado e constante de estabilizar a consciência (a.k.a: pensamento-ego-intecto ou pensamento-desejos-existência). É dar ordem aos pensamentos, é direcionar e focar os desejos para que nossa existência se torne leve e descomplicada.

Assuma a responsabilidade. Se sua vida está uma bagunça foi por que você é que fez as escolhas erradas, ou pelo menos, deixou de fazer as escolhas certas. Ou pior ainda: teve medo de escolher.

Publicado no blog do Marco Carvalho

   


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