Ásana, tensão muscular e energia viva – 2a. parte por William Câmara


(Continuação do post anterior)

O custo energético das tensões musculares

Músculos com hipertonia (contração muscular) exigem uma demanda continuada de energia para manterem-se retraídos. Nada mais é do que energia mal canalizada. Ela permanece contida, estagnada e direcionada para a manutenção de um escudo ou couraça muscular, com o objetivo de defender-nos. O mais trágico é que 90% das ameaças existem apenas no nosso imaginário, sem encontrar ressonância na realidade objetiva. Como nossa energia é finita, nos sentimos continuamente fatigados e com uma sensação perene de impotência física, emocional e mental. Acumulamos anos de vida com o foco voltado exclusivamente para o trabalho, a necessidade de reconhecimento, segurança e conforto. São décadas de um life-style com tendência para a ansiedade, a dispersão e a falta de comunicação intra-corporal. Como consequência deste modelo, nossos músculos intercostais, extensores da coluna vertebral, os músculos anteriores e posteriores das coxas, e outros, sem distinção, sentem uma falta crônica de repouso. De uma tonicidade saudável, descontraída e confortável. Este quadro afeta a respiração, a flexibilidade, a concentração, o sono, o humor, conduzindo-nos para uma vida de baixa qualidade. Sem percepção de valor e prioridade. O conceito de energia viva Mas apesar deste quadro desanimador, padronizado e consumido pela maioria da população, existe luz no fim do túnel. O ásana, procedimento orgânico e parte integrante dos componentes técnicos do Método DeROSE. Também é definido como técnica psicofísica, pelo aporte mental incluído na performance dos mais de 2000 ásanas. Sistematizados pelo Sistema DeROSE de reeducação integral. O desempenho físico é apenas a porta de entrada da efetivação do exercício. Uma vez que o corpo ajuste-se a posição, inicia-se a verdadeira prática. Através da aplicação da localização da consciência, respiração coordenada e mentalizações. Alem de todas estas, uma das características mais marcantes do ásana é a permanência. Em oposição ao modelo ocidental de fazer-se movimentos corporais com repetição. Quando o praticante permanece no ásana, este atua profundamente sobre os fusos musculares, receptores dentro da célula muscular, responsável pelo tônus e proteção contra riscos de distensão. A permanência, aliada à atenção localizada, respiração coordenada e mentalizações, possibilitam ao ásana comunicar-se com o fuso muscular, o estimulando a diminuir seu controle defensivo sobre os músculos. Assim, feixes e fibras musculares diminuem os níveis de contratura, alongando-se. Quando as fibras estendem-se, todo o volume de energia aglutinado para manter a retração muscular por anos a fio, é progressivamente liberado, transformando-se em energia viva. Portanto, quanto maior for a assiduidade às práticas, mais rápida e maior é o montante de energia liberada. Quando combinamos tempo e freqüência no treinamento dos ásanas, associados aos demais feixes de técnicas da aula característica do Método, o resultado é um indivíduo convivendo com um coeficiente de força e energia para muito além da normalidade. Para encerrar, deixamos para o leitor imaginar sobre que áreas deseja aplicar este poder extra, natural, oriundo da liberação de forças físicas e psíquicas e as consequências positivas desta canalização.  

Texto escrito:

- Professor Joris Marengo.     Saiba mais acessando o seu blog: www.bjogdojojo.com


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