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Atualmente, a área esportiva é uma das que mais documenta a utilização do recurso da mentalização. Pois é adotada pelos técnicos, treinadores, psicólogos e demais profissionais das equipes, cada um com seu método, para garantir a alta performance técnica dos esportistas.

O uso de recursos de mentalização faz parte do trabalho que é realizado com eles durante os treinos, no momento da competição e até depois. Para equalizar estados emocionais provenientes de uma derrota, da euforia da vitória ou resultante de um esforço excessivo.

No artigo “Preparação psicológica de lutadores: mentalização”, publicado na Tatame – A Revista do Lutador, o autor Leandro Paiva descreve que “numa luta de Jiu-jitsu, Submission, Grappling e Vale Tudo, as decisões são tomadas em frações de segundo. E a obsessão seguida de lerdeza de raciocínio pode custar caro ao atleta. Muitas vezes para ganhar um combate, o lutador, além de ser mais técnico e forte, deve ser também mais inteligente. E fazer uso da agilidade mental para descobrir os erros de seu oponente e utilizar isto a seu favor antes do término da luta.”

Alguns atletas campeões de alto nível, como Bibiano Fernandes e Ronaldo Jacaré, na situação que precede alguns treinos e principalmente na competição, costumam imaginar os movimentos que executarão. Repetindo algumas vezes essa representação mental, chegando até em alguns casos a dividi-los em partes, dentro de uma sequência correta tecnicamente.”, descreveu.

Ao finalizar o artigo ele destaca que “a mentalização ou visualização de imagens (Treinamento Mental) não substitui a prática técnica e por si só não garante o sucesso da performance. O treinamento prático, a princípio, é superior ao Treinamento Mental, mas a combinação dos dois conduz a melhores resultados”, concluiu.mentalizacao

Laurent Olivier Abes, que é professor de tênis há 11 anos, sendo licenciado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Psicologia pela UFSC, membro do Núcleo de Estudos em Tênis de Campo (NETEC) da UFSC e membro do Laboratório de Neurociências do Esporte e Exercício (LANESPE) da UFSC, também defende a utilização do recurso da mentalização.

Segundo ele, no âmbito esportivo, a mentalização vem sendo sistematicamente estudada há apenas duas décadas. No entanto vários atletas famosos já usaram algum tipo de mentalização para melhorar a sua performance. Como exemplos ele cita: Jack Nicklaus (golfe), Jean Claude Killy (esqui), Dwight Stones (salto em altura) e Chris Evert (tênis).

Ele descreve que “há vários fatores que parecem determinar o quanto a mentalização pode melhorar o desempenho e deve-se estar sempre ciente deles. Em primeiro lugar, considera-se a natureza da tarefa, pois atividades envolvendo componentes cognitivos (percepção, tomada de decisão, etc.), se beneficiam mais da mentalização. O segundo aspecto leva em conta o nível de habilidade do indivíduo. Um terceiro ponto importante a ser considerado é a capacidade de mentalização do indivíduo. Isto é, conseguir criar imagens nítidas e ter controle sobre elas”, enumera.

Abes também concorda que a mentalização não substitui a ação, mas a complementa. “A mentalização não deve substituir o treinamento técnico ou físico e, sim, ser acrescentado a eles. Exceto em caso de atletas lesionados ou desgastado demais”, conclui.

No Método DeRose, Escola de Alta Performance e Qualidade de Vida, a mentalização é utilizada como recurso há mais de cinquenta anos e pode auxiliar o trabalho que é realizado pelos esportistas. Uma vez que desenvolve e incentiva a capacidade de mentalizar.

Nas técnicas corporais, respiratórias e de purificação orgânica, por exemplo, a mentalização é responsável por pelo menos 80% dos resultados obtidos pelo praticante. A aula prática é dividida em oito partes e dura em média uma hora. Ou seja, o aluno passa uma hora inteira exercitando a mentalização associada a práticas (ações efetivas). Cada parte da aula é somada a outra complementando a seguinte.

A prática, então, proporciona um aumento inigualável na capacidade de concentração, vitalidade, grande flexibilidade, alongamento e fortalecimento muscular. Trazendo resultados positivos para a coluna vertebral e os sistemas nervoso, endócrino, respiratório, circulatório, etc.

Ainda falando em técnicas corporais do Método DeRose, a mentalização também auxilia os apresentadores das sequências encadeadas. Semelhante ao trabalho feito com atletas e desportistas. O demonstrador procura um local onde possa repassar mentalmente sua sequência, para o lado direito e depois para o esquerdo, encadeando as técnicas e observando todos os detalhes possíveis. Movimento corporal, respiratórios, passagem de uma técnica para outra, estado emocional, interação com o público, etc.

Este exercício também não substitui o treino diário, mas possibilita um aprimoramento sem gerar desgaste físico. Reduzindo seu tempo de aprendizado e maior habilidade na execução propriamente dita. Além disso, ele estará também treinando concentração, tão necessária para atletas de qualquer modalidade.

O Preceptor DeRose propõe uma experiência simples. Mas que comprova a influência da mentalização sobre o nosso organismo. Consiste em sentar-se de forma confortável e colocar as duas mãos uma ao lado da outra sobre uma mesa ou sobre os joelhos. Então, estando as mãos no mesmo nível e em ambiente com a mesma temperatura e demais condições. Leve a atenção para a uma delas somente e procure prestar muita atenção, sem movimentá-la.

Simplesmente feche os olhos e procure percebê-la com muita ênfase e concentração durante aproximadamente cinco minutos. Passado este tempo, ao abrir os olhos verá que esta mão assumiu outra coloração. Podendo até ter uma elevação de temperatura. Este experimento comprova nossa capacidade de gerenciar o próprio corpo e alcançar resultados incríveis com o tempo e um pouco de treino.

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Coloque tudo isso em prática e comece hoje mesmo a praticar o Método DeRose

 Texto escrito pela aluna graduada Fabíula Blum.
Fonte: http://derosealtodaxv.org.br/blog/o-recurso-da-mentalizacao-para-alta-performance-no-esporte-2